Two-stage
treatment of a severe skeletal Class II, deep bite malocclusion *
Hsin
Fu Chang, BDS, MS,a Kun Chee Chen, DDS, DDSc b e
Ravindra Nanda, BDS, MDS, PhD c
Taipei Taiwan, e Famrington, Conn.
* American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedcs - 1997, maio (v. 111, n 5)
Tradução:
Daniel A. Sanches ** (e-mail do
tradutor)
É descrita a terapia ortopédica e o tratamento de uma maloclusão
de Classe III esquelética severa com sobremordida profunda (Fig. 1). O
tratamento foi executado em duas fases. A primeira ou "precoce”, aos 9
anos de idade com aparelho ortopédico (Fig. 2),
seguido, depois, com extração consecutiva e serial e guia de erupção
dos dentes. A segunda fase do tratamento foi com aparelho ortodôntico fixo. A
duração total do tratamento foi de aproximadamente 8 anos. Os registros
finais depois do tratamento ortopédico mostram uma oclusão estável com bom
equilíbrio facial.
Um menino chinês de nove anos foi enviado por um
dentista local para avaliação e terapia ortodôntica. A reclamação principal
do pai do paciente era a mordida cruzada anterior. A família tinha caso de
maloclusão de Classe III esquelética. O exame do perfil facial revelou que o
paciente tinha face côncava e curta. Intraoralmente, foram observadas cáries
dentais severas na dentição decídua. A dentição decídua do paciente tivera
mordida cruzada anterior com sobremordida profunda e Classe III molar de Angle.
A linha mediana estava fora com desvio da linha mediana inferior para o lado
esquerdo (Fig. 1).
Exame Radiográfico
(figs. 3, 4, e 5)
A
análise da radiografia lateral (Figs. 3, 4, e 5) revelou que o paciente
apresentava Classe III esquelética, com ângulo do plano mandibular baixo (SNA:
81°, SNB,: 86°, ANB,: - 5.0°, o valor Witt,: - 9.5 mm, MP-SN,: 26°). O
problema esquelético era devido a uma combinação de deficiência de maxilar e
prognatismo mandibular (A-NV: -5.0mm, Pg-NV: -3mm) Os incisivos inferiores
estavam severamente inclinados na lingual.
O espaço era deficiente para a erupção dos caninos e pré-molares, por
causa da perda precoce dos molares decíduos e a migração mesial dos primeiros
molares permanentes (Fig. 4, A). A
radiografia do punho revelou que o desenvolvimento esquelético do paciente
estava no estágio pp2 (falange proximal do segundo dedo; e a epífise estava tão
larga quanto a metáfise (Fig. 3,D).
Resumo do Diagnóstico
1.
Perda precoce dos dentes decíduos por
causa de cáries, erupção precoce dos primeiros pré-molares superiores.
2.
Mordida cruzada anterior e sobremordida profunda com o desvio da mandíbula
para o lado esquerdo.
3.
Classe III esquelética e dental severa e relação esquelética com padrão
hereditário.
4.
Espaço insuficiente para os caninos superiores e inferiores e pré-molares.
Plano de Tratamento
Foram planejadas duas
fases de tratamento para este paciente. A primeira fase, onde foi usado aparelho
ortopédico, foi principalmente para a correção do problema esquelético. A
segunda fase, onde foram usados aparelhos ortodônticos fixos para estabelecer
boa posição e interdigitação dos dentes. Na hipótese que o problema esquelético
de Classe III não pudesse ser corrigido ou melhorado, tanto por causa da
colaboração pobre deste paciente no uso do aparelho ortopédico quanto de
quantidade excessiva de crescimento da mandíbula, então o tratamento cirúrgico
teria sido parte do tratamento após completar o crescimento. A extração de
todos primeiros pré-molares e guia da erupção dos caninos e segundos pré-molares
também foram planejados após a fase ortopédica do tratamento e antes do
tratamento com aparelhos fixos.
Progresso do tratamento
O
tratamento ortopédico com um máscara facial começou em 4 de abril, 1987 (Fig.
2A e B). A quantidade de força aplicada dos ganchos da máscara facial
aos ganchos nas placas de mordida removível variou de 1000 a 1500g. A cooperação
do paciente no uso da máscara facial foi razoável. O aparelho foi usado em média
de 12 horas por dia.
A
mordida cruzada anterior foi corrigida
em agosto, 1988. Os dentes posteriores superiores e inferiores não
estavam em contato em oclusão cêntrica durante o estágio inicial, quando a
mordida cruzada anterior foi corrigida. Os incisivos inferiores ainda estavam
inclinados na lingual. O paciente continuou a usar a máscara facial para
melhorar o problema esquelético e também para aumentar o segmento anterior. A
máscara facial parou de ser usada 2 anos e 3 meses mais tarde.
As
mudanças cefalométricas principais na fase ortopédica (Figs. 3,A
até C e 5,A até D)
eram (1) o ângulo AND aumentou de -5.0º para -1.0º; (2) o valor de Wit's
mudou de -9.5 para -4.0mm (a média de Wit's para crianças chinesas é de
-3.5mm); (3) o ponto A para a linha násio-vertical (A-NV) aumentou de menos 5.0
para -2.0mm); (4) o pogônio para a linha násio
vertical (Pg-NV) revelou quase nenhuma mudança (de –3 para -4mm); (5)
o ângulo do plano mandibular quase não mudou (de 26.0º para 25.5º); e (6) os
incisivos superiores estavam inclinados na labial, como mostrado em UI-SN, de
100.5º para 115.5º. No todo, a maxila estava deslocada na anterior
e a mandíbula cresceu mais na vertical. Uma combinação destas mudanças
fez uma melhora significativa no perfil facial. A relação molar também
melhorou dramaticamente de uma relação de Classe III para uma relação de
Classe I.
Os
primeiros pré-molares foram extraídos em seqüência para dar espaço para os
caninos e os segundos pré-molares durante os últimos estágios da fase ortopédica.
(Fig. 4, A até E).
Depois que os caninos estavam totalmente erupcionados, o tratamento com o
aparelho fixo teve início em Janeiro de 1991.
O
espaço foi fechado e foi estabelecido relação oclusão de Classe I com 3/16
polegadas, intermaxilares de 6-onças e ¼ pol., e elásticos Classe III
intermaxilares. Foi tirada radiografia do pulso antes da retirada das
bandas e descolagem. Ela revelou que a fusão da epífise e metáfise tinha começado
no rádio (Fig. 3, E), indicando crescimento existente muito limitado. Na época da
retirada das bandas, a idade cronológica do paciente era 16 anos e 10 meses de
idade. O tratamento ativo total foi com aparelho ortodôntico edgewise fixo
durante 2 anos e 10 meses (Fig. 6). Após o tratamento com aparelhos fixos, foi
feita retenção com um contensor de Hawley inferior convencional.
Resultados do Tratamento
1.
Avaliação panorâmica. A
radiografia panorâmica após o tratamento revelou que todos os campos das extrações
estavam fechados e as raízes paralelas. Não foi encontrada nenhuma reabsorção
da raiz. Os terceiros molares seriam extraídos no futuro por causa da inclinação
pobre e falta de espaço para suas erupções (Fig. 4F).
2.
Avaliação cefalométrica. As
radiografias de antes, durante e após o tratamento com máscara facial, quando
sobrepostas na base craniana anterior (Fig. 5), revelaram os seguintes achados
principais: (1) A maxila estava protraída para a frente e a mandíbula estava
rotacionada na vertical e posterior durante o tratamento com a máscara facial.
(2) A direção de crescimento da mandíbula seguiu a média do crescimento
(para baixo e para frente) durante o tratamento com aparelhos fixos.
O
ângulo ANB aumentou de -5.0º para -1.0º após o tratamento com a mascara
facial e diminuiu para -2.5º após o tratamento com aparelhos fixos. A
distância da linha A-NV superior aumentou de
-5.0 para -2.0mm após o tratamento ortopédico e aumentou para -5.0mm após
o tratamento com aparelho fixo. A distância
do pogônio
até a linha nasio vertical mudou de -3.0 para 4.0mm durante o período
de tratamento de dois estágios. (3) o ângulo do plano mandibular (MP-SN)
diminuiu de 26.0 para 20.0 após o tratamento. (4) o UI-SN aumentou
continuamente de 100.5º para 115.0º e 119.5º. (5) A LI-MP aumentou 4.5º
durante o tratamento.
Discussão
As
maloclusões esqueléticas de Classe III podem ser primeiramente devida ao
prognatismo mandibular, retrusão maxilar, ou combinação das duas1.
A escolha de tratamento para crianças com maloclusões esqueléticas de Classe
III sempre foi um dilema.2-9 A correção ortopédica precoce da
correção da maloclusão de Classe III é uma boa escolha para corrigir ou
reduzir a quantidade de discrepância dental e esquelética. A fase ortopédica
do tratamento deve ser somente continuada se são observadas mudanças são
encorajadoras. Em pacientes com colaboração pobre ou falta de mudança ortopédica,
o tratamento deve ser descontinuado para evitar compensações dentais severas.
Este relatório do caso também mostra que a máscara facial em si é um
acessório para a terapia ortodôntica, que inclui o tratamento dos espaços,
observação do crescimento, e aparelhos ortodônticos fixos. Um resultado de
sucesso, como este paciente apresenta vantagens funcionais, estéticas e
psico-sociais distintas.
Fig. 1 Perfil lateral antes do
tratamento e vistas intra-orais. A, Perfil côncavo B,
mordida cruzada anterior com sobremordida profunda. A linha mediana inferior
desviada para a esquerda C e D,
cáries severas
nos dentes decíduos e quebra prematura E
e F, Relação molar de Classe III severa.
Fig. 2 A e B, Tratamento com máscara facial. C e D, Durante o tratamento com máscara facial. E,F e G, perfil facial pré-tratamento, pós máscara facial e pós-tratamento.
Fig. 3 A, B, e C, Radiografias de antes do tratamento, após o tratamento com máscara facial e após o tratamento. D e E, Radiografias do pulso antes de após o tratamento.
Fig. 4 A, Antes do tratamento. B até E, Foi realizada extração seriada durante o tratamento ortodôntico com máscara facial. F, Após o tratamento com aparelho fixo.
Fig. 5 A,
B. e C, Traçados de
antes do tratamento, após o tratamento com a máscara facial. D,
Sobreposições de antes e após o tratamento. E,
Sobreposição de antes e após em S-N. F
Dados destes traçados.

REFERÊNCIAS:
1. Guyer EC,
Ellis BE, McNamara JA, Behrents RG. Components of Class III malocclusion in
juveniles and adolescents. Angle Orthod 1986;56:7-30.
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1977;71: 23-6.
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Armstrong CJ. A clinical evaluation of the chin cup. Aust Dent J
1961;6:33846.
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protraction headgear. Am J Orthod 1980;78:125-39.
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Mitani H. Sakamoto T. Chin cap force to a growing mandible: long‑term
clinical reports. Angle Orthod 1984;54:93-122.
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Petit A. Adaption following accelerated facial‑mask therapy. In:
McNamara JA, editor. Clinical alteration of the growing face. Monograph 14.
Craniofacial Growth Series. Ann Arbor: Center for Human Growth and Development,
The University of Michigan, 1983:253-89.
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Nanda R. Biomechanical and clinical consideration of a modified
protraction headgear. Am J Orthod 1980;78:125-39.