Qual sua conduta frente à reabsorção radicular interna ou externa durante o tratamento ortodôntico ?
OPINIÕES RECENTES VÃO SENDO ADICIONADAS NO TOPO DA LISTA
Enviado por Weligton Fabio Rezende (Goiás):
Sobre o tema de reabsorção, o que eu tenho lido nessa enquete, é o
que realmente acontece, todos nós temos ainda dúvidas sobres as condutas a
serem seguidas, e isto é lógico pois o tema é controvertido.O que não
podemos aceitar é colegas indicando para casos de reabsorção externas o
tratamento endodôntico, pois toda a literatura mostra que nestes casos não há
o comprometimento pulpar envolvido.Já na reabsorção interna isto seria o
indicado. O que temos de ter em mente é que praticamente todos os tratamentos
ortodônticos (90%) levam a algum tipo de reabsorção externa,felizmente a
maioria não tem nenhuma relevância clínica para o dente. Apenas 10% do
total das reabsorções são realmente alarmante para a nossa especialidade,
mas não é por isto que devemos nos acomodar com a situação e sim
trabalharmos para que cada vez menos, tenhamos casos de reabsorções em
nossos pacientes. Sobre as condutas a serem adotadas, basicamente quase todos
sabem a resposta, só que infelizmente alguns não se utilizam de um protocolo
básico na ortodontia, que é a anamnese bem realizada e radiografias
periapicais periódicas (periapicais completas, pois não são só os
incisivos são passiveis de reabsorção e sim todos os dentes, mesmo sendo os
incisivos os mais predispostos à reabsorção.).Concluindo, eu entendo que no
atual estágio da ortodontia, só não tem reabsorção radicular externa, o
ortodontista que não solicita radiografias periapicais a seus pacientes.
Enviado por Reginaldo Bolina Campodonico (Rio Grande do Sul):
Eliminar as forças, e realizar anamnese detalhada de medicamentos, por
ventura usados pelo paciente.
Enviado por José A. Brunet M. de Almeida (São Paulo)
Interrupção temporária do tratamento e controle radiográfico. Sempre
usar forças levíssimas, SEMPRE!
Enviado por Casillo Praxedes de Aquino (Rio Grande do Norte):
Quando ocorre Reabsorção Radicular , a maioria das vezes é devido um
excesso de força. primeiro, eu tentaria diagnosticar se foi esta causa,
removendo totalmete a força aplicada a estes dente, faria uma anamnese mais
rigorosa no paciente e controlaria a reabsoção radicular através de exames
radiográficos (2/2 meses).
Enviado Por Fábio G. da Silva (São Paulo):
Concordo com a Dra. Ana Angélica , do Ceará
Enviado por Rosany de Azevedo (Rio de Janeiro):
As forças empregadas seriam as mais leves possíveis, e o tempo de
ativação seria aumentado(a cada dois meses), controle radiográfico
comparativo, investigação de substancias medicamentosas, traumas recentes ou
não, e controle, caso continuasse, suspenderia o tratamento.
Enviado por Mitsi Domingos Pena (Minas Gerais):
Interromperia o tratamento para avaliar a causa , verificar a evolução
e o tipo de reabsorção para escolher a melhor conduta
Enviado por Patricio Vasquez Peralta (São Paulo):
Averiguemos si es bruxomano,y cualquier tipo de trauma que tenga,obviamente
eliminar el tratamiento y seguir los pasos adecuados como la endodoncia y
evaluar mediante radiografias el caso.
Enviado por Edi Ramos de Melo (São Paulo):
Inicialmente fazer uma avaliação "causa/efeito". Descobrindo a causa,
será fácil atenuar o efeito, reavaliar arcos, forças aplicadas, tempo de
aplicação que está sendo usado pelo paciente, reavaliar sua saúde para/
periodontal patologia geral que reflete no sistema estomatognático, hábitos
alimentares, até chegar a um diagnóstico definitivo. Remover arcos e após 30
dias reorganizados os dentes c/mobilidade serão ferulados c/ resina foto.
Após diagnóstico, firmar o prognóstico favorável ou não a continuidade do
tratamento .
Enviado por Débora S. Mendes (São Paulo):
A reabsorção radicular externa, na pouca experiência que possuo, é a
que mais ocorre. A única forma de proteção nossa e do paciente seria o Rx
periapical dos incisivos inferiores e superiores, primeiro 2 meses após a
colocação do aparelho fixo e depois a cada 6 meses.
Quanto a reabsorção interna eu retiraria o aparelho imediatamente, pois o
prognóstico de um dente com esta patologia é péssimo.
Enviado por Fábio Lourenço Romano (São Paulo)
Diante desta interrogação cabe ressaltar a importância da avaliação
radiográfica cuidadosa no início, fase intermedíaria e ao final do
tratamento ortodôntico. Detectada a reabsorção radicular externa durante o
tratamento ortodôntico, a movimentação ortodôntica deve ser suspensa
imediatamente. Esta suspensão deve ser de 6 meses. Após este período novas
radiografias periapicais devem ser feitas para verificação se a lesão está
evoluindo ou não. Em reabsorções de pequena extensão, se a lesão
estabilizou, o tratamento pode ser novamente seguido. Em reabsorções maiores
acometendo 2/3 ou mais da raiz, a continuidade do tratamento deve ser
avaliada, em determinados casos o tratamento não pode ser reiniciado e o
paciente encaminhado ao Endodontista. É importante lembrar que o paciente
deve estar ciente de sua condição e dos riscos de um retorno ao tratamento.
Enviado por Ana Angélica Santana (Ceará):
Uma vez verificada reabsorção interna em um dente sob movimentação
ortodôntica, deve-se cessar qualquer força sobre esta unidade dentária e
encaminhar para o endodontista o mais rápido possível. Nos casos de reabsorção
radicular externa, deve-se interromper a movimentação ativa sobre as
unidades dentárias atingidas, deixando o arco passivo, e deve ser dado uma
pausa na movimentação até que haja uma reparação do dano tecidual (3
meses de repouso na movimentação). Após esta interrupção, volta-se à
movimentação ortodôntica em intervalos de tempo maiores, evitando-se forças
excessivas, e se possível, movimentos de torque e intrusão. E é claro, em
ambos os casos, devem ser tomadas radiografias periapicais mensais de
controle.
Enviado por Bruno César costa (São Paulo):
Concordo c/ o texto e friso que toda movimentação,está baseada,num
bom planejamento e forças ideais p/ se prevenir as reabsorções.
Enviado por Luciano Alves Castro (São Paulo):
Em caso de reabsorção interna ou externa deve-se tirar imediatamente a
força aplicada pelo aparelho, pois a agressão se torna constante e irreversível.
Levaria o caso ao endodontista para avaliação e proservaria o dente com
exames radiográficos constantes.
Enviado por Marcos Macedo Esteves (Rio de Janeiro)
Além da interrupção do tratamento ortodôntico, sugiro, na
impossibilidade de uma intervenção por endodontista, o próprio ortodontista
trepanar o conduto e, após irrigação abundante com soro fisiologico, injetar
pasta Calem c/ PMCF.
Enviado por Mário Batista Nunes Júnior (Piauí):
Confirmada a reabsorção, devemos remover qualquer tipo de força sobre o
dente em questão, e encaminhar imediatamente ao endodontista, e após feito o
tratamento endodôntico, reavaliar o planejamento ortodôntico, intercedendo
somente depois de boa proservação radiográfica.
Enviado por Alda
Marta de Oliveira (Minas Gerais):
Após os procedimentos citados pelos colegas, aconselho não interceder
mais ortodonticamente neste paciente, seria arriscado demais!
Enviado
por Lissandra Comin (Santa Catarina)
Concordo que as forças ortodônticas devem ser eliminadas sobre o dente
que apresente reabsorção, e o paciente deve ser encaminhado ao endodontista.
No caso de uma reabsorção interna, o prognóstico é melhor porque, removida a
polpa ,esta irá estacionar. Mais preocupante são as reabsorções externas,
que podem estacionar com a remoção da força, ou não, pois são mais imprevisíveis,
sendo às vezes necessário a suspensão do tratamento ortodôntico.
Enviado por Lúcia Najjar (Rio de Janeiro):
A retirada do aparelho deve ser feita o mais rápido possível, sendo que,
logo ao interromper a força ortodôntica aplicada a aparelhagem, a tendência
do processo de reabsorção radicular é de cessar. De acordo com o grau de
reabsorção, a avaliação de um endodontista pode ser necessária, e logicamente
uma severa reavaliação radiográfica mensal.
Enviado por Mauro
Bruno (Minas Gerais):
A conduta inicial sem dúvida seria a eliminação de qualquer força
ortodôntica, mas um fator importante nesse caso , seria a consulta com seu
paciente a respeito de alguma medicação que o mesmo esteja fazendo , haja
visto que certos tipos de remédios associados à movimentação dentária podem
induzir a reabsorções.
Respostas do Fórum anterior:
Enviado por Ubiratan Sevilha (São Paulo):
Quase sempre a indicação é a exodontia do elemento anquilosado
Enviado por Giovanni Modesto:
A anquilose dentária é um processo inflamatório por
substituição, onde o ligamento periodontal é fatalmente substituído, mais
cedo ou mais tarde, por tecido ósseo, portanto a única conduta coerente é a
extração do elemento dentário em questão.
Enviado por Sérgio P. Souza (Rio de Janeiro)
Já passamos pela experiência de um incisivo lateral superior
anquilosado em um caso classe II div. 1 com retração de anteriores e após
alguns meses a solução foi a exodontia.
Enviado por Ieda Milani de Lucena (Rio Grande do Sul)
Tive anquilose em duas situações, uma num tracionamento de canino em
adulto que após várias tentativas usando forças diversas e luxação optou-se
em exodontia e o cirurgião confirmou haver uma anquilose extensa; e outro caso
de pré-molar inferior parcialmente erupcionado cujo paciente veio de outra
cidade com o laudo do ortodontista dizendo suspeitar de anquilose. Achei que o
ortodontista anterior não tivesse usado as melhores forças para extruí-lo e
tentei muitas vezes com arcos termoativados, molas,alças, elásticos... antes
de concluir que o melhor a fazer era aumentar a coroa do dente com resina. Acho
que quando o dente tem anquilose extensa, ao tentar posicioná-lo removendo a
anquilose, perde-se muita estrutura de sustentação comprometendo sua vida.
Enviado por José Luis Damasceno Dos Santos (Currais Novos -RN)
Parabenizo os colegas por seus comentários tão elucidativos, no entanto
acredito que cada um está baseado nas suas experiências clínicas bem ou má
sucedidas... Acredito também que várias são as condutas viáveis de
tratamento, ficando a decisão a ser tomada em conjunto com o cirurgião,
principalmente sobre o prognóstico cirúrgico, dificuldade técnica da
cirurgia, área da anquilose, além da idade do paciente, dente(s)
envolvidos, etc. Um bom planejamento nestes casos pode condicionar o sucesso do
tratamento, mas anquilose é sempre uma caixinha de surpresas...o paciente e/ou
seus responsáveis devem estar conscientes disso...
Enviado por Edson Homem Neto (Paraná)
Um grande cuidado deve ser dado para os casos de sub-luxação em dentes
restaurados, principalmente com amalgama, onde um esforço maior pode levar a
fratura da coroa por socafamento em tratamentos antigos. Nestes casos pedir a
troca da restauração, optando pela resina para maior resistência das paredes
do dente a ser movimentado.
Enviado por Carlo Marassi (Rio de Janeiro):
Enviado por Edson Homem Neto (Paraná):
1- Nos casos de dentes anquilosados, a ortodontia convencional em muitos
casos parece ser o estímulo necessário para a movimentação deste dente.
Quando a resposta não é alcançada em um período normal, poderemos lançar
mão de sub-luxação com movimentos vestíbulo lingual (nunca rotacionais)
para facilitar o movimento esperado. Elásticos intermaxilares também podem
ser utilizados (1/8).
2- Os dentes inclusos poderão ser tracionados quando estiverem em uma posição
favorável. Nos casos de caninos, por exemplo, trançando-se uma linha
paralela (horizontal) ao plano oclusal na radiografia panorâmica, e uma outra
linha no longo eixo do dente incluso, estas deverão apresentar um ângulo
maior que 45º. Abaixo deste valor o tracionamento ficará comprometido.
Enviado por Roberto Duarte de Paula (Goiás):
Já foi comprovado que o insucesso de tracionamento de dentes
anquilosados é muito grande, porque segue-se, independentemente da conduta
realizada, uma reabsorção radicular com posterior perda do elemento dentário,devido
à anquilose já ser uma reabsorção por substituição, portanto, a melhor
conduta seria a de se aceitar a perda deste elemento.
Enviado por Fabrício Vieira Espíndola (Santa Catarina ):
Em primeiro lugar a comunicação ao paciente sobre o caso, informando
sobre possível perda futura do dente em questão.
Procede-se a uma luxação leve do dente apenas para separá-lo do osso
alveolar, e com duas alças em L, na mesial e distal do dente, executa-se uma
tração. Acredito ser este o procedimento mais conservador e controlado, porém
os pontos críticos do procedimento são a luxação, que deve ser feita com
muita prestreza e o tamanho da superfície anquilosada, que determinarão o
prognóstico do caso.
Qual a melhor maneira de fixar o bráquete na superfície de resina composta, resina acrílica e porcelana ?
Enviado por Paulo César Finocchio (Goiás):
Nos casos de resina composta e acrílica, creio que não
existe dificuldades, particularmente utilizo o Concise e a resina Élan No Mix
da GAC (atualmente com nome Ideal). Nos casos de dentes com porcelana a
dificuldade é maior, inclusive pelos passos técnicos que eram utilizados, digo
eram pois estou utilizando um produto da GAC - Porcelain Conditioner - onde não
se necessita o uso de outros produtos e/ou equipamentos.
Enviado por Enio Santos (Pará):
Resina, porcelana e metais: ataque ácido com o condicionador de
porcelanas Dentsply; após, colagem convencional com qualquer adesivo (
Superbond ou similares)
Enviado por Carlos Ernesto Rico San Martin (São Paulo):
Para elementos de porcelana (após sua silanização), utilizo cimento resinoso;
para dentes restaurados com resina composta ou acrílica tanto cimento
resinoso como qualquer cimento ortodôntico.
Enviado por Carlo Marassi (Rio de Janeiro):
Para colagem em Resina composta: 1- Jateamento com óxiodo de alumínio; 2-
Primer e adesivo (Scothbond multiuso ou outro fabricante); 3- Transbond xt
Para resina acrílica: 1- Jateamento com óxido de alumínio; 2- Própria
Resina acrílica na base do acessório.
Para porcelana: 1- Jateamento com óxido de alunínio; 2- Ceramic primer (3M);
3- Primer e adesivo; 4- Transbond xt
Parabéns à equipe editorial pela iniciativa.
Enviado por Edson Homem Neto (Paraná):
Para dentes de porcelana, o Enforce se mostrou o melhor adesivo de união,
tanto para braquetes de metal como cerâmicos.
Em superfícies com resina composta, tenho o hábito de usar o mesmo adesivo que
uso para dentes hígidos: Z 100 / Transbond / Charisma ...
Enviado por Carlos Eduardo Pereira Fialho (São Paulo):
Na minha experiência clínica tenho utilizado a resina composta (Concise),
fazendo ataque ácido tanto na superfície da porcelana, resina acrílica ou
composta, como na base do bráquete, utilizando como resina líquida o Silano do
agente cimentador Enforce. Isto tem mostrado bons resultados. Em último caso,
Cianocrilato.
Enviado por Fabio Lourenço Romano (São Paulo):
Para a colagem nas superfícies de resina composta e resina acrílica,
procede-se com a técnica de colagem convencional, ou seja, profilaxia,
condicionamento ácido, lavagem, secagem, aplicação do agente de união, e a
colagem propriamente dita com a resina Concise, Transbond, ou outro material
testado cientificamente de acordo com a técnica do fabricante. Já para os
casos de colagem em porcelana, temos alguns métodos como a utilização do
Micro etcher, ou utilizar o ácido hidrofluorídrico (cuidado com os tecidos
bucais - não recomendo o uso) e a melhor maneira do meu ponto de vista seria a
aplicação de silano no acessório e no dente, após profilaxia e o
condicionamento da porcelana, efetuando-se em seguida a colagem com os materiais
citados acima.
Queria parabenizar a revista pelo excelente site e por este tipo de intercambio
entre os profissionais.